A MELHOR CARTA

ligado .

Maria Laranjo Costa, aluna do 5.º D está de parabéns por ter ganho o primeiro lugar do concurso “A melhor carta”, promovido internacionalmente pela União Postal Universal (UPU).

“Escreve uma carta a um familiar acerca da tua experiência com a Covid-19” foi o tema do Concurso "A Melhor Carta 2021", lançado pela Fundação Portuguesa das Comunicações, destinado a jovens entre os 9 e os 15 anos, distribuídos por dois escalões: o 1.º dos 9 aos 11 anos e o 2.º dos 12 aos 15 anos.

Esta é a carta escrita pela Maria Costa, vencedora do 1.º prémio:

Outeiro, 5 de abril de 2021

Querido primo Duarte,

Espero que estejas bem, com muita saúde.

Quero contar-te como correu o meu confinamento devido à Covid-19. Sinto que os dias passam a correr, tendo mais tempo para estar em casa com a minha família, onde eu me sinto muito bem. Como tenho muitos animais - galinhas, patos, perus, coelhos, cabritos, vacas e gatos - estive bastante tempo a cuidar deles. Também passei várias horas com a minha tia na agricultura, pois adoro mexer na terra e tratar das plantas. Semeei batatas, plantei alface e vários tipos de flores. Arranquei ervas daninhas no cebolo e reguei as plantas.

Tive aulas online e costumava acordar sempre às 7h50m.Tomava o pequeno-almoço e ligava o computador para às 8h25m estar nas aulas. Neste período, as aulas foram divididas em síncronas para estarmos com os professores e assíncronas para fazermos o trabalho autónomo. Nos intervalos, jogava à bola com o meu primo e andava de bicicleta. O exercício físico fazia-me descontrair um pouco, porque nestas aulas ficava um pouco ansiosa. Gostei deste ensino à distância, mas prefiro o ensino presencial. Hoje regressei à escola e conversei muito com as minhas amigas.

Nesse tempo de confinamento domestiquei um gato preto com os olhos verdes, o que foi uma surpresa pois achava que nunca iria conseguir fazê-lo. Em concordância com o meu primo, demos-lhe o nome de “Mico” e passou a ser o meu animal de estimação.

Devido à pandemia não houve Compasso Pascal. Na minha aldeia, esta tradição ainda se mantém muito forte. As pessoas preparam as casas e uma mesa bem recheada para receber o padre, o mordomo da cruz, a lavradeira do folar, os rapazes da campainha e da caldeira e os gaiteiros. Estes fazem muito barulho com os seus instrumentos musicais, mas faz parte da festa. Também não se ouviram foguetes na minha freguesia nem nas freguesias vizinhas. Este ano fiquei em casa, como era obrigatório. Estiveram uns dias bonitos de sol para andar ao ar livre.

As férias da Páscoa este foram mais curtas que o habitual mas souberem muito bem para descansar e descontrair. Eu tenho um trampolim enorme que no inverno fica guardado. Mas, este ano, o meu pai montou-o mais cedo no jardim pois tivemos que arranjar alternativas para os dias serem mais agradáveis. É ótimo saltar no trampolim, pois parece que flutuo no ar. Por vezes faço algumas acrobacias um pouco perigosas, apesar de que agora tenho mais medo pois no ano passado magoei-me num braço.

O meu aniversário aproxima-se e gostava de fazer uma festinha com as minhas amigas. Por este andar já vi que não vai ser possível! Como temos que manter o distanciamento, vai ter que ser adiada para o próximo ano. Esta festa já foi adiada no ano passado. Mas eu entendo que é por uma boa causa. Estar em casa é bom mas estou a ficar cansada deste confinamento. Sinto-me “presa”, sem asas para voar….

Despeço-me com muitas saudades de ti…ficando à espera de notícias tuas.

Beijinhos

Maria Costa

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